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Agrotóxicos e meio ambiente: como ter uma agricultura sustentável

Não é de hoje que a segurança dos agrotóxicos levanta muitas dúvidas, seja em relação à saúde do consumidor ou aos impactos dos pesticidas no meio ambiente. Neste texto, vamos abordar o processo de desenvolvimento dos agrotóxicos e como a preocupação com o meio ambiente e a sustentabilidade são fatores que influenciam a evolução desse mercado. Você vai ver que é sim possível fazer uso de agrotóxicos e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente.

Os agrotóxicos são substâncias químicas que, como o próprio nome diz, são tóxicas, assim como tantas outras substâncias com as quais convivemos em nosso dia a dia. É justamente por isso que eles precisam ser utilizados conforme as recomendações do fabricante, não só para se ter o melhor desempenho na lavoura, mas também para não colocar em risco o produtor, o consumidor e o meio ambiente.

Por que o uso de agrotóxicos é necessário? 

Muitas pessoas questionam a necessidade de utilizar defensivos agrícolas nas plantações. Primeiramente, é preciso considerar que a produção de alimentos é uma atividade a céu aberto, ou seja, ela conta com inúmeros fatores externos que a influenciam, como chuva, sol, vento, doenças, pragas, plantas invasoras, etc.

Em países tropicais, como é o caso do Brasil, as condições de temperatura e umidade tornam as lavouras mais suscetíveis à proliferação de pragas e doenças. Além disso, as plantas daninhas crescem rapidamente, e por isso é preciso combater essas pragas de maneira muito mais incisiva.

As tecnologias agrícolas, entre as quais os agrotóxicos, permitem que os prejuízos desses fatores externos sejam minimizados, promovendo a produtividade das lavouras, que permite a produção de alimentos para o Brasil e o mundo. Os pesticidas servem para proteger a lavoura e alguns deles são utilizados, inclusive, na produção agrícola orgânica.

A segurança dos produtos para o meio ambiente

Desde a fase de desenvolvimento até o produto chegar ao mercado são feitos centenas de estudos e testes. E além de verificar a eficiência da tecnologia para proteção das plantações, também são avaliados a segurança para a saúde das pessoas e do meio ambiente. Isso inclui estudar como o agrotóxico interage com os organismos vivos que estão presentes direta ou indiretamente na lavoura. 

Portanto, são avaliados os ambientes terrestres e aquáticos, além de seus organismos. A Daphnia, por exemplo, um microcrustáceo presente nos rios e lagos, trata-se de uma espécie extremamente sensível às mudanças do meio e que é muito relevante para a cadeia ecológica. Os testes realizados levam em consideração esses seres para ter certeza que o ecossistema não será comprometido com o uso de determinado pesticida. 

Antes de poderem ser comercializados, os agrotóxicos são analisados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no que diz respeito a três questões principais:

    • eficiência agronômica;
    • proteção e cuidados com o meio ambiente
    • efeitos para a saúde.

Porém, quando um defensivo agrícola é registrado e liberado para comercialização, isso não significa que ele pode ser utilizado de forma desenfreada. Para não ser prejudicial para nenhum dos itens avaliados pelos órgãos regulatórios, os agrotóxicos precisam ser empregados da maneira correta, seguindo as orientações da bula e de um engenheiro agrônomo como, por exemplo, em relação às doses recomendadas e aos horários de aplicação adequados.

E ainda vale reforçar que os insumos agrícolas, como os fertilizantes e agrotóxicos, são usados pelos agricultores porque se fazem necessários – eles representam um custo adicional na produção e não há um uso irracional, como muitas vezes é divulgado.

Agricultura x desmatamento

Segundo dados da NASA (2017), o Brasil – um dos maiores exportadores agrícolas do mundo - utiliza apenas 7,6% de seu território com lavouras, o que corresponde a cerca de 64 milhões de hectares. 

Para fins de comparação, é válido citar que os Estados Unidos, um país também agrícola e de grande extensão, utiliza 18,3% do território com a agricultura. Já nos países da União Europeia, essa porcentagem sobe para 45 a 65% e, na Dinamarca, quase 77% do território é utilizado para cultivo agrícola, dez vezes mais do que o do Brasil.

Quando falamos em hectares, as maiores áreas cultivadas no mundo estão na Índia (179,8 milhões de hectares), nos Estados Unidos (167,8 milhões de hectares), na China (165,2 milhões de hectares) e na Rússia (155,8 milhões de hectares). O Brasil ocupa o 5º lugar, seguido pelo Canadá e pela Argentina.

Apesar das recentes notícias sobre o aumento de desmatamento em nosso país, o mesmo estudo mencionado acima mostra que o Brasil protege e preserva a vegetação nativa em mais de 66% de seu território. E isso se dá por conta do Código Florestal, lei que estabelece normas para proteção da vegetação nativa em áreas de preservação permanente, reserva legal, uso restrito, exploração florestal e assuntos relacionados ao meio ambiente. Dessa forma, o produtor e as propriedades rurais devem seguir as instruções estabelecidas na legislação, que prevê a proteção da vegetação nativa em todos os biomas brasileiros.

Plantio Direto como solução para a degradação do solo

Um dos desafios que os agricultores enfrentam é a degradação do solo: no mundo, cerca de 30% das terras estão deterioradas, o que compromete a produção de alimentos. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a cada 5 segundos, o planeta perde uma quantidade de solo equivalente a um campo de futebol. Se mantivermos esse ritmo, mais de 90% de todos os solos do mundo poderão vir a ser degradados até 2050 pela perda de matéria orgânica, erosão e compactação da terra.

Para evitar esse problema, existem práticas agrícolas sustentáveis e conscientes que favorecem a recuperação e a preservação da biodiversidade do solo. Entre elas está o Sistema de Plantio Direto (SPD), adotado por mais da metade das lavouras brasileiras, ou seja, em mais de 32 milhões de hectares, segundo a Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação.

O Sistema de Plantio Direto visa a produção de alimentos, fibras e energia em harmonia com a natureza baseando-se em três pilares:

    1. Rotação de culturas - cultivo alternado de diferentes plantas em uma mesma área;
    2. Cobertura permanente do solo - o cultivo anterior desseca e vira palha, beneficiando o solo e o cultivo seguinte e
    3. Mínimo revolvimento do solo - restrito à linha de semeadura ou covas para mudas.

Essa prática conservacionista somente é viável com o uso de herbicidas, e permite o desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável porque possibilita: 

    • a redução do uso de máquinas agrícolas, o que contribui significativamente para a diminuição da emissão de gases poluentes e para reduzir a compactação do solo, causada pelo peso do maquinário;
    • a diminuição da erosão do solo, uma vez que a cobertura orgânica reduz o impacto das chuvas sobre a terra;
    • o aumento da eficiência dos fertilizantes aplicados;
    • a atividade biológica da terra, com a recuperação e preservação da matéria orgânica (reduz em 75% as perdas de solo).

Entendemos que melhorar a qualidade do solo e aumentar a produtividade das lavouras é um exemplo de como promover a sustentabilidade no campo. Pois assim evitamos que seja necessário ampliar territorialmente a área agrícola, tornando desnecessário o desmatamento para a expansão da agricultura e fazendo uso de menos recursos, como a água. 

Ações da Syngenta para amenizar os impactos dos agrotóxicos no meio ambiente

Como falamos acima, o uso dos agrotóxicos conforme as orientações prescritas na bula é seguro não apenas para o meio ambiente, mas também para os agricultores e consumidores do alimento tratado por esses produtos. E nós, da Syngenta, reconhecemos que temos um papel importante em promover o uso correto e seguro dos produtos, Por isso, investimos na capacitação dos agricultores sobre as boas práticas agrícolas, além da busca contínua por agrotóxicos de menor toxicidade e com finalidades cada vez mais específicas – por exemplo, um inseticida que seja capaz de combater o inseto-alvo, mas que preserve outros insetos benéficos.

Além disso, o Syngenta Group lançou em julho de 2020 a segunda fase do Good Growth Plan (Plano de Agricultura Sustentável), que prioriza a luta contra a mudança climática e contra a perda de biodiversidade.

Os novos compromissos da empresa incluem, principalmente:

    • Reduzir a pegada de carbono da agricultura
    • Ajudar os agricultores a enfrentar as adversidades causadas ​​pela mudança climática.

Uma pesquisa da Ipsos MORI, encomendada pelo Syngenta Group, constatou que 72% dos grandes produtores nos EUA, França, China, Brasil, Índia e de várias partes da África estão preocupados com os impactos que a mudança climática terá nos próximos cinco anos.

Além disso, a maioria deles (59%) acredita que a redução das emissões de gases de efeito estufa pode trazer mais estabilidade ​financeira ou competitividade às operações agrícolas.

Com o novo Plano de Agricultura Sustentável, a Syngenta se compromete a investir US$ 2 bilhões em agricultura sustentável até 2025 e a lançar duas tecnologias disruptivas por ano. Na imagem abaixo, você confere os compromissos específicos do novo plano, que estão divididos em quatro áreas.

 

Vale lembrar que a empresa também atingiu, ou até mesmo superou, todas as metas estabelecidos na primeira fase do Plano de Agricultura Sustentável, lançado em 2013. Uma delas referia-se à restauração de mais de 14 milhões de hectares de terras agrícolas que estavam à beira da degradação e o aumento da biodiversidade em mais de 8 milhões de hectares de terras destinadas à agricultura.

A Syngenta também estabeleceu, em outubro de 2019, uma parceria com a The Nature Conservancy, que inclui a iniciativa chamada Reverte, cujo objetivo é regenerar 1 milhão de hectares de áreas agrícolas degradadas nos próximos 5 anos no Cerrado brasileiro.

Essas são apenas algumas iniciativas que aderimos frente ao compromisso com a promoção de uma agricultura mais sustentável, a fim de promover a saúde do meio ambiente, incluindo os ambientes agrícolas. 

Se ainda quiser entender mais sobre os desafios do produtor e a complexidade de se fazer agricultura, assista a esse vídeo: